A Família Symington é descendente de Andrew James Symington e Beatrice Atkinson, que contraíram matrimónio no Porto, em 1891. Andrew James chegou ainda jovem da Escócia, em 1882. Beatrice Atkinson era descendente de John Atkinson, que viveu no Porto a partir de 1814; o pai e o tio eram produtores de Vinho do Porto. Pelo lado de sua mãe, Beatrice Atkinson era descendente directa de um comerciante de Vinho do Porto do século XVII, Walter Maynard, cônsul inglês no Porto em 1659. O seu nome consta dos arquivos da cidade do Porto como tendo exportado 39 pipas de Vinho do Porto, em 1652. Esta foi a segunda exportação de Vinho do Porto mais antiga de que há registo (por um ano) feita por um comerciante britânico e é anterior à data da fundação de qualquer companhia britânica de Vinho do Porto.
Assim, a linhagem da família Symington no comércio de Vinho do Porto estende-se por um período de mais de 350 anos, através de 13 gerações, desde Walter Maynard até à actual geração de Symington, proprietários e gestores da Graham’s e das outras empresas de Vinho do Porto da família. Com as suas raízes estabelecidas desde há muito no norte de Portugal, os Symington adquiriram uma experiência rica e diversificada como produtores de Vinhos do Porto e demonstraram a sua capacidade para resistir às convulsões sociais da história, desde revoluções e guerras mundiais a condições de comércio adversas que obrigaram muitas famílias a abandonar totalmente o negócio do Vinho do Porto. Nenhuma outra família envolvida actualmente na produção de Vinho do Porto possui uma tal sucessão contínua de gerações, que convergem no tempo para os primórdios do Vinho do Porto.
Hoje em dia, cinco membros da família (da 13.ª geração no comércio do Vinho do Porto) estão envolvidos activamente na gestão diária da Graham’s, com a dedicação e compromisso a longo prazo únicos num negócio familiar. Dos vinhedos ao processo de vinificação, envelhecimento e loteamento, um dos membros da família é directamente responsável por cada garrafa de Vinho do Porto da Graham’s produzida. O empenho da família nos seus vinhos é mais forte do que nunca após 350 anos, uma tradição inigualável no comércio do Vinho do Porto.
Além da Quinta dos Malvedos, a principal quinta da Graham’s, detida pela própria empresa, os Symington são individualmente proprietários importantes de outras quintas do vale do Douro. Cada membro da família possui quintas privadas geridas por si, cujas uvas também são fornecidas à Graham’s. Esta dimensão de quinta privada familiar é exclusiva dos Symington no comércio do Vinho do Porto. Em nenhuma outra das principais empresas de Vinho do Porto os parceiros ou proprietários detêm directamente quintas, como acontece no caso da família Symington. Esta situação reflecte a dedicação secular da família ao Douro e aos seus vinhos.
Durante as vindimas, os membros da família passam a maior parte do seu tempo nas Quintas do Douro, a decidir quando as uvas devem ser colhidas, a supervisionar a vinificação e, frequentemente, ao mesmo tempo, a receber visitantes de todos os cantos do mundo. Os membros da próxima geração da família já trabalharam nas vinhas dos Malvedos e nas caves em Gaia durante as suas férias escolares ou universitárias.
A inigualável experiência adquirida pelos Symington ao longo dos séculos proporciona-lhes uma compreensão especial das vinhas do Douro Superior e uma técnica incomparável que aplicam à produção consistente de vinhos excepcionais. A W & J Graham & Co. é detida a 100% pelos Symington, em conjunto com outras empresas da família; é a única empresa produtora de Vinho do Porto de origem britânica que se mantém nas mãos de uma única família.
Os Symington são membros da restrita Primum Familiae Vini, um grupo constituído por onze famílias líderes do sector a nível mundial. Os restantes membros são Antinori, Joseph Drouhin, Egon Muller Scharzhof, Hugel, Perrins de Beaucastel, Mouton Rothschild, Pol Roger, Sassicaia, Torres e Vega Sicilia. Os critérios para os membros desta prestigiadíssima associação são simples: todas as empresas associadas devem ser pertença exclusiva de famílias e ter sido consideradas, ao longo dos últimos anos, dos melhores produtores das respectivas regiões vinícolas, bem como possuir uma invejável reputação internacional. Muito poucos podem preencher estes requisitos.